Associação Piauiense de Psicanálise (APP).
PROCESSO ANALÍTICO - ORIENTAÇÕES GERAIS

 

 

O tripé de formação analítica, elemento fundamental para a formação do analista, preconizado desta a época de Freud mediante proposta de Hans Sach, como base primordial para o SER ANALISTA.

 

Entendemos que a formação teórica é fundamental, porém, também entendemos que é o Processo da Clínica que autoriza o Sujeito a ser Psicanalista, a estar pronto para fazer a travessia do ser sujeito para O SER SUJEITO e de se imiscuir no Discurso Analítico.

 

Através do Projeto Clínica Social, mantido pela APP, como um espaço clínico, o aspirante irá aprender e desenvolver a Escuta analítica no Setting analítico, possibilitando a realização do seu estágio supervisionado (Supervisão Clínica), de acordo com o Programa oferecido.

 

O Processo analítico conta com a presença do integrante no espaço analítico durante todo o processo de sua formação. As análises de cunho pessoal devem ser iniciadas de acordo com as orientações da Instituição, bem como a escuta analítica e a supervisão de casos clínicos. 

 

No término do Programa, o participante deverá assinar Termo de Compromisso e Responsabilidade (TCR) de que manterá, sob a orientação e supervisão da Instituição, mais dois anos de Processo analítico complementar e supervisão clínica, o que totalizará como exigência para a Formação, o período de até 5 (cinco) anos de processo analítico, que lhe dará direito a  autorizar-se efetivamente em intervenção psicanalítica.

  

I - Análise individual

O participante do programa deverá estar em processo de análise, com psicanalista reconhecido pela Instituição formadora, durante toda a formação permanente, com comprovação assinada pelo Psicanalista que o acompanha, preferencialmente, realizando, de uma a duas sessões por semana, ou obrigatoriamente, o mínimo de duas sessões mensais, uma a cada quinzena.

 

II - Prática clínica

A partir do 6º mês, podendo ser prorrogado em mais 2 (dois) meses, o participante deverá ser autorizado pela Comissão Científica e de Formação Permanente a iniciar a parte da escuta analítica de casos clínicos e as supervisões de casos clínicos, perfazendo, a primeira, o mínimo de trinta sessões, por caso clínico, e a segunda, o mínimo de quinze supervisões.

 

PROCESSO ANALÍTICO - INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

 

As análises que compõem o PROCESSO ANALÍTICO, quer seja, Análise pessoal, Escuta analítica/estágio com supervisão, Período probatório clínico com Supervisão e, por último, a continuidade do acompanhamento com sessões analíticas, devem perdurar durante o tempo da Formação e autorização, conforme segue:

 

1. Análise pessoal 

2. Estágio Clínico  

3. Supervisão Clínica (de casos clínicos)

4. Período Probatório Clínico com Supervisão Clínica - Período de 1 (um) ano

5. Acompanhamento com Sessões Analíticas - No período de 1 (um) ano.

     

Notas:

1. O processo analítico terá o custo arcado pelo participante.

 

2. O processo de análise pessoal deve ser iniciado a partir do início da formação fundamental. Cada participante fará o seu programa de análise, sob orientação da Instituição, para culminar com o término do Programa de Estudos, seguindo o que está prescrito nos tópicos I e II.

 

3. O Estágio deverá ser desenvolvido de acordo com o programa de estágio, cabendo a cada participante se adequar ao mesmo.

 

4. O compromisso de 1 (um) ano probatório, tanto para o acompanhamento analítico, quanto para o atendimento clínico serão obrigatórios. Neste período, será fornecida permissão especial, provisória, para a escuta analítica, após este período, será fornecida a permissão final, definitiva.

  

5. É dado ao integrante do Programa de Psicanalise o direito de escolher se fará o seu processo de analise pessoal na própria Instituição, com analista indicado pela Instituição (recomendado) ou com um Psicanalista fora da Instituição. Neste caso, antes de iniciar as análises, deverá informar sua decisão à Instituição, informar o nome do Psicanalista que fará o acompanhamento, fornecendo os dados, como seguem: nome completo, telefone, endereço do consultório, se de fato é Psicanalista, qual a Instituição que efetuou e/ou efetua o percurso psicanalítico. Após dar estas informações, o aspirante deve aguardar o parecer para que, em seguida, inicie seu processo de análise. Poderá a instituição estabelecer prazos para que esta escolha ocorra, e vencido este prazo, o aspirante deverá seguir as orientações da Instituição.

 

6. O processo de analise pessoal dever ser realizado com Psicanalista. Outro profissional que não seja Psicanalista não está habilitado ao procedimento analíticos dos integrantes do Programa de Psicanalise da APP.

7. A supervisão clínica (supervisão de casos clínicos) será realizada pela própria Instituição, não sendo permitido o que diz o item 5.

A Diretoria.